Começos de Ano

O ano começou com um tremor de terra no Japão, muito fogo de artifício em várias capitais do Mundo, Funchal incluída. O ano de Guimarães como Capital Europeia da Cultura só começa no próximo dia 21.

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No dia em que fiz vinte anos

Soube hoje (ontem, 20 de Dezembro), precisamente 38 anos depois, que foi no dia do meu vigésimo aniversário que Carrero Blanco sofreu o atentado da ETA que o vitimou. Lembro-me bem, só não sabia que tinha sido nesta data.

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Na morte de Kim Jong-il

Onde estaria Kim Jong-Il, o líder da Coreia do Norte cuja morte foi hoje tornada pública, no dia 23 de Julho de 1966? Eu estava em Penafiel e foi lá que vi, na televisão do Café Imperial, o histórico jogo de futebol entre Portugal e a Coreia do Norte, que terminou com a vitória de Portugal por 5 a 3, depois de termos estado a perder por 3 a 0.
À data eu era um adolescente a caminho dos 13 anos e ele um jovem adulto de 25 anos que estaria já a ser preparado para dirigir a Coreia do Norte, então liderada pelo pai. Em Portugal, a percentagem de famílias que possuíam televisor próprio era muito diminuta pelo que a maioria das pessoas viam televisão nos cafés. E na Coreia do Norte, como seria? É o que me ocorre no momento em que foi tornada pública a notícia da morte de Kim Jong-il, notícia que o principal canal de televisão da China disse ter chocado, por inesperada, os chineses.

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Rótulos, na morte do respeitado cidadão Vaclav Havel

A morte de Vaclav Havel, hoje anunciada, fez-me procurar o folheto da peça de teatro “No Alto Mar” de Slawomir Mrozek, que julgava ser da autoria do antigo presidente da Checoslováquia.

Afinal é de um polaco, Morzek, e não se chama “Jangada”, como pensei. Também não é do alemão Tankred Dorst, o autor de “A Curva”, texto que igualmente associava, inconscientemente e sem descobrir a razão, a Havel.

Perdi um ror de tempo em pesquisas na Internet para nada. E já dizia mal da rede quando descobri “No Alto Mar” e “A Curva”. Peças que vi, recordo, no Teatro Avenida de Coimbra, que já não existe.

Dantes frequentava mais o teatro do que hoje. Os catálogos eram mais bem cuidados e, em certos aspectos, compensavam a ausência, por imposição da censura, de outros textos intelectualmente sérios e bem elaborados.

Eu gostava de coleccionar, ou melhor, de guardar, os catálogos das peças de teatro a que assistia. Hoje guardo rótulos de garrafas de vinho, desde que o considere bom e o tenha bebido numa roda de amigos.

Nem imaginam como é difícil retirar um rótulo de uma garrafa. Quase tanto como da imagem de um activista. O que vale é que não devemos exigir que os rótulos saiam intactos. Quando saem rasgados são mais autênticos.

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